Foi nessa condição em Fevereiro de 1995 que ganhei meu primeiro carro quando tinha completado 18 anos e acabado de entrar em Universidade de Engenharia. Foi um sonho realizado e aproveitei bastante o Corsa que alguns anos mais tarde acabou sendo vendido.
Em 2021 através de pesquisa por placa e localizando o dono atual, consegui recomprá-lo para fins de coleção.
Foi um carro usado por muito tempo como ferramenta de trabalho e na verdade estava encostado em uma garagem por alguns anos. Um processo de restauração total foi iniciado com a desmontagem de todos os componentes para realização de funilaria, pintura e troca de todos os componentes que não tinham mais condição de aproveitamento.
A premissa do projeto foi deixar exatamente como lembrava dele em 1995, ou seja zerado.








O motor original 1.0 EFI com 50cv e caixa de câmbio foram substituídos por um conjunto original de um Corsa 1999/2000, motor 1.0 MPFI com 60cv. O motor original estava muito desgastado e a restauração completa seria inviável.
O motor utilizado tinha apenas 32.000km e praticamente feito a montagem e uma revisão geral dos componentes com substituições pontuais.


A linha Corsa 1995 oferecia 11 opções de cores:
Sólidas: Preto Liszt, Branco Nepal, Amarelo Gris, Azul Haydn, Verde Ingres, Vermelho Bach;
Metálicas: Azul Vandyke, Cinza Bartok e Prata Rodin;
Perolizada: Vermelho Goya.
A cor do Corsa Wind é a Azul Vandyke, na GM era apelidada "Azul Funcionário" pois muitos que aderiram ao plano de compra especial acabaram encomendando nesta opção metálica.
O interior foi todo reconstruído com peças de acabamento originais, na maioria novas de estoque antigo garimpadas em diversas fontes, ou então restauradas. As cores dos acabamentos da linha Corsa Wind são complicadas pois foram 3 cores de interiores: 1994 a 1995: Cinza Titânio (Claro); 1996 a 1998: Cinza Montana (Escuro) e 1999 em diante: Preto. Então as peças com acabamento Cinza Claro são muito difíceis de encontrar e a solução acaba sendo pintura de peças novas (normalmente encontradas em Preto) com tinta especial para plásticos de forma a não perder a textura original.


A parte de tecido ainda encontra o padrão original Tivoli (novo de estoque antigo ou de fabricação recente) precisando apenas de um bom tapeceiro para fazer o melhor trabalho.

Os forros das portas são um desafio pois o tecido original precisou ser completamente removido com raspagem e lixamento. A colocação de novo tecido no forro das portas foi realizada em tapeçaria automotiva especializada utilizando processo termoplástico para garantir total aderência do tecido ao forro (processo original de fábrica que não era colagem simples).



Todo o processo de restauração foi conduzido pela Garagem do Maia e os vídeos com as etapas estão disponíveis no canal do Youtube, basta fazer a busca por "Corsa Operário".




Passeio na Universidade de Engenharia aonde frequentou como novo nos anos 90:

Passeio no Museu do Badolato com o célebre Corsa 001:

Conversando com o GL 1.6 1996 da mesma cor:

E repousando na coleção com seu quase gêmeo de produção, Corsa Wind 95 Vermelho Goya:
